Seis anos. Esse é o tempo que a torcida e a equipe da paiN estão esperando para voltar ao seu lugar de origem: o topo. O último CBLoL conquistado pela equipe foi o emblemático 3×0 aplicado sobre a INTZ em pleno Allianz Parque, uma das finais mais históricas da nossa região. Desde então, foram duas finais disputadas: contra a Team oNe, em 2017, onde foi derrotada por 3×1, e contra a INTZ no segundo split do ano passado, que também terminou em 3×1 para os adversários. O último título da equipe foi a superliga ABCDE de 2019, conquistada justamente contra a antiga PRG, que agora é VORAX, seu adversário na final. Será que veremos finalmente os tradicionais chegando ao seu terceiro título de CBLoL?

Foto: Divulgação/ paiN Gaming

Desconfiança

Essa é a palavra que define o começo de temporada da paiN. Vindo de um split excelente, sendo primeira colocada na fase de grupos e vice-campeã, o elenco com o suporte esA caiu nas graças da torcida. Esperando continuidade na line-up, já que o split em que chegaram até a final foi o primeiro, a saída repentina do suporte assustou os torcedores, que estranharam a chegada do suporte Luci. O suporte coreano é companheiro de BrTT nos tempos de Flamengo, e ele nunca escondeu sua vontade de voltar a atuar ao lado de Luci. Ao lado do suporte, foram campeões brasileiros em 2019 juntamente com o top laner Robo. Mas, após a saída do atirador, a boa fase de Luci foi sumindo aos poucos, motivada também por problemas pessoais que eram enormes dores de cabeça para o Flamengo na época.

Esses fatores foram essenciais para contribuir para toda a desconfiança da torcida sobre a equipe. Sob esse clima, a equipe iniciou o CBLoL de forma inconstante, com um jogo confuso e desorganizado, mas que, com o passar dos games, foi evoluindo semana a semana, chegando hoje a paiN Gaming finalista que estamos vendo.

Fase de grupos

O começo de campeonato da paiN foi bem definido. No primeiro turno, a equipe fazia o básico: ganhava dos times da parte de baixo da tabela e perdia para os de cima. Foi assim até a semana 7, onde a paiN finalmente bateu um time do grupo dos “fortes”, que foi a RED Canids. A partir desse momento, os tradicionais emplacaram vitórias sobre Flamengo e KaBuM, espantando esse fantasma que assombrava as partidas da equipe. Ao todo, foram 18 partidas disputadas, com 11 vitórias e sete derrotas, somando um aproveitamento de 61,11% e garantindo um quinto lugar na classificação geral da fase de grupos. Essa classificação levou a paiN para as quartas de finais, enfrentando a LOUD, e é aí que a história começa a ser contada. O grande destaque da equipe fica nas mãos do midlaner Tinowns. Foram sete MVPs conquistados nas 11 vitórias da paiN, sendo o principal jogador não só nesse split como nos passados. Constância é a palavra certa para definir a gameplay de Tin, que sempre performa com qualidade, independente do pick ou do clima.

Foto: Divulgação/ paiN Gaming

Sai Tinowns, entra Cariok

Como foi dito, Tinowns foi o grande nome da equipe durante toda a fase de grupos, mas a história mudou na chegada aos playoffs. Tanto nas quartas de final como nas semis, o grande nome da equipe foi Cariok, O caçador da paiN foi essencial para as vitórias sobre LOUD e Flamengo, levando o time a final do CBLoL pela segunda vez consecutiva. Ao todo, foram seis vitórias durante os playoffs, e em quatro delas Cariok levou o prêmio de melhor jogador da partida. BrTT e Robo levaram os outros dois. Com picks de Udyr, Lilia, Olaf, Hecarim e Volibear, o caçador fez o time da paiN rodar, dando ritmo e consistência a equipe. Sua gameplay está tão em dia que surgiram diversos memes na série contra o Flamengo sobre “jungle diff” em cima do seu adversário Ranger. De fato, é inegável que cada peça da equipe tem valor fundamental para o sucesso alcançado até aqui, juntamente com o trabalho dos técnicos Dionrray e Nova.

Playoffs

O primeiro adversário que a paiN teria pela frente é a LOUD. O duelo, apelidado de “Duelo das Multidões”, tinha um clima de intensidade. A paiN vinha em uma crescente na sua gameplay, terminando a fase de grupos em alta. Porém, nos dois encontros dos times, a LOUD saiu com duas vitórias. Esse fantasma fez com que o jogo tivesse cara de LOUD, e os dois primeiros jogos da série confirmaram. A tropa começou com tudo e aplicou um 2×0 para cima dos tradicionais, precisando de apenas mais um game para se classificar. Parece fácil, mas não foi. Com o psicológico em dia, a paiN voltou de forma heroica e virou a série para 3×2, se classificando para a semifinal contra o Flamengo.

Foto: Divulgação/ paiN Gaming

Cotado como um dos favoritos ao título do CBLoL, o Flamengo chegou a semifinal após liderar a fase de grupos de ponta a ponta. Parang, Ranger, Tutsz, Absolut e RedBert foram considerados o famoso “dream team”. A expectativa para esse time era enorme, ainda mais após um primeiro turno finalizado de forma invicta. Porém, todos esses fatores não foram suficientes para pararem a equipe da paiN. O embate entre os dois times foi muito equilibrado, tanto que a série chegou a ficar em 2×2, mas os tradicionais se mostraram mais preparados e venceram o último jogo sobre os rubro negros, garantindo assim sua vaga para a grande final do CBLoL.

Expectativas para a final

Buscando se livrar do fardo adquirido no último split após perder para a INTZ e ver o seu maior rival sendo campeão do CBLoL, a paiN busca neste domingo (18), às 13h, finalmente reencontrar o caminho do título e representar o Brasil internacionalmente, no MSI (Mid-Season Invitational). Caso se consagre campeã, este será o terceiro título de CBLoL na história da paiN, e o sexto na carreira de BrTT. Robo busca seu terceiro título na carreira, enquanto Luci e Tinowns ganhariam pela segunda vez. O único que ainda não foi campeão é o caçador Cariok. Será que BrTT fará seu sexto risco embaixo do olho?

Foto: Divulgação/ CBLoL