O esporte eletrônico universitário cresce a cada ano que passa, e em algumas modalidades chega a ser comparável com o profissional. Neste texto, conversei com representantes da EACH Griffins, equipe que representa o Campus Leste da Universidade de São Paulo em vários jogos, e venho aqui apresentar um pouco da história, do dia a dia, e das pessoas que fazem parte de um time como esse.

Fundação
Em 2016, cinco alunos do curso de Sistemas de Informação na USP Leste decidiram se juntar para participar de um campeonato de League of Legends representando o seu curso. Após o torneio, um deles, Igor Miyamura Agostinho, tomou gosto pela competição e criou em seu diretório o departamento de esportes eletrônicos, com a ajuda de outro membro daquela formação original, Vinicius Chaim. Assim nascia o DASI Griffins, que dois anos depois se tornaria EACH Griffins, a organização que hoje comporta mais de 100 membros em diversas modalidades de Esports.
No ano de 2017, a organização começou a crescer, expandiu para novas modalidades e até criou seu primeiro uniforme, que na época vendeu mais de 100 unidades, muito mais do que o número de membros ativos. Foi necessária a oficialização do setor administrativo da equipe, visto que um time E-sports é mais do que apenas jogar videogame, mas também criar eventos, criar uma identidade para o time, e criar paixão pela equipe nos membros e na torcida. Nesse ano, ainda houve a oportunidade de conhecer a sede da Riot Games, empresa dona do League of Legends, e conhecer o projeto que a empresa tinha para o esporte eletrônico universitário.
Com o crescimento da organização, novos talentos de outros cursos da faculdade estavam entrando no time, e em 2018 a equipe saiu do Diretório Acadêmico de SI e passou a representar oficialmente toda a Escola de Artes, Ciências e Humanidades, se tornando a EACH Griffins. Agora, Igor também não estava sozinho na gerência desse projeto, quando Priscila “Zelda” Mendes, aluna do curso de Gestão Ambiental e fã da equipe desde o começo, passou a tomar conta da administração da equipe.
Em 2020, ambos começaram a se despedir da equipe devido ao fim de seus períodos na faculdade. Igor já havia escolhido seu substituto para gerir a organização e deixou de jogar pela equipe de Lol, assim como Zelda deixara de jogar e gerir a equipe de Lol feminino e lentamente deixava de ter as suas responsabilidades administrativas.
League of Legends (Misto)


O atual diretor da modalidade, Thiago “Tébiz” Piñeiro Bizelli, entrou no curso de biotecnologia em 2019, e no mesmo ano já entrou como reserva da Griffins. Por sempre ser bem participativo, e muitas vezes ter de substituir o seu jogador titular em treinos, conseguiu a vaga de titular na equipe em 2020. No final deste ano, o então diretor da modalidade assumiu o cargo de presidente da equipe, e deixou para Tébiz a missão de gerenciar os times A e B de Lol. Como diretor, ele é encarregado de checar como todos os jogadores se sentem, se o entrosamento está adequado, marcar treinos com outros times, encontrar novos jogadores caso necessário, conversar com a diretoria da organização e inscrever a equipe nas competições.
Durante o dia, Thiago é um aluno dedicado que vai para o laboratório todas as manhãs, estuda e cumpre sua função acadêmica, e de noite já tem o horário reservado para treinar com os colegas, enquanto os finais de semana geralmente têm campeonatos para representar o nome da faculdade. Todos os membros da equipe seguem rotinas semelhantes, sempre tendo marcado o horário do dia para se juntarem e participarem de treinos com outras universidades.
Um exemplo de gestão de pessoas, feito antes mesmo de se tornar DM, foi quando Tébiz percebeu que precisava de um novo suporte para substituir Igor, que estava praticamente com o diploma em mãos. Na peneira de 2020, Tébiz viu um “bixo” de seu curso inscrito em outra modalidade, e o chamou para jogar despretensiosamente. Esse jogador, Henrique “Kavary” dos Santos Hernandes, nem sequer jogava partidas ranqueadas, mas Tébiz viu potencial no garoto naquele dia e o colocou para tentar entrar como suporte. Hoje, Kavary é um dos membros mais importantes do elenco titular da Griffins.
Gerenciar um time reserva sempre foi algo problemático na Griffins. Mas junto com Tébiz, surgiu um novo modelo de organização que até o presente momento tem sido extremamente positivo para a integração e amizade entre os jogadores dos três elencos de LOL: A, B e Feminino. O elenco B marca seus próprios treinos independentemente, e com frequência joga contra o time A, em partidas que são seguidas por conversas entre todos os jogadores para a melhora coletiva. Além disso, há um grupo que reúne comissão técnica e os três elencos, no qual frequentemente alguém pede ajuda ou passa dicas que possam beneficiar a todos. Por exemplo, enquanto eu conversava com Thiago, todos os Caçadores da equipe estavam jogando juntos e compartilhando experiências.
“Para mim um time universitário é isso, um ótimo espaço para se conhecer pessoas novas, que estão sempre abertas a se ajudar dentro e fora do jogo. A característica mais importante da Griffins hoje é a união entre os jogadores, e graças a ela a gente pode sonhar em melhorar e trazer títulos para a equipe”.
League of Legends (Feminino)
Há um terceiro elenco de Lol na Griffins, destinado ao treinamento de atletas femininas para a modalidade. Com uma gestão compartilhada entre Joana “Hórus Tet” Cruz e Renata “Crazylaire” Souza, ambas do curso de Marketing, o time feminino de Lol também faz parte do projeto de integração de jogadores, e é possivelmente o mais beneficiado.
Renata entrou na faculdade no ano de 2020, e pelo Facebook descobriu que a organização estava formando um elenco feminino. Ela estava se sentindo relativamente só no começo de curso, viu na Griffins uma oportunidade de fazer novas amizades, e não pensou duas vezes ao se inscrever para entrar. Mesmo tendo pouco conhecimento do jogo, ela foi acolhida e aprendeu do zero uma posição completamente nova, em métodos semelhantes aos aplicados para as matérias universitárias, anotando tudo o que aprende e relendo para fixar conceitos. A ajuda de técnicos e outros jogadores foi essencial, e hoje ela tem um vínculo especial com os outros caçadores do time.
Já Joana entrou um ano antes no curso, porém em sua turma não houve interesse o bastante para a criação do time. Ela sempre gostou do jogo, e durante os três anos do Ensino médio participou de campeonatos com amigos. Para Joana, League of Legends sempre foi um ponto de encontro, um local de formação e desenvolvimento de amizades, e foi exatamente o que encontrou nos grifos. Com a organização de Renata e a comunicação de Joana, a equipe feminina segue tendo treinos, aulas teóricas e acompanhamentos diretos de jogadores mais experientes, com atividades diárias focadas no desenvolvimento das atletas participantes.


TeamFight Tactics – Vipi
Vitor “Vipi” Costa Pinheiro entrou na Each no ano de 2020, no curso de Sistemas de Informação. Durante a recepção conheceu a organização, e por ter sido um dos primeiros a jogar e fazer lives de TeamFight Tactics, jogando em alto nível desde o começo, acabou sendo convidado para comandar o time que estava se formando da modalidade nova. Seu plano na época era convidar muitas pessoas e criar quase uma “escolinha” para treinar diversos jogadores simultaneamente, porém a pandemia tinha outros planos, e o time se formou com três membros.
TFT é um jogo que tem um cenário diferente dos demais. Apesar do Brasil ter tido o 3° lugar no último campeonato mundial e ser considerado por muitos estrangeiros uma das melhores regiões, o público local pouco se interessa pelo competitivo do jogo, e há pouca cobertura no geral. Além disso, comparando com os outros jogos da empresa, a modalidade é bastante abandonada em questões de balanceamento e divulgação por parte da própria Riot Games. Apesar disso tudo, o cenário universitário é muito forte, e conta com jogadores que quase participaram de campeonatos mundiais regularmente representando suas faculdades. Vipi chegou a se afastar um pouco da modalidade, devido aos problemas do jogo e também à sobrecarga universitária, mas no segundo semestre voltou a se dedicar ao TFT, conquistando a quinta colocação no CUBES e recentemente o vice-campeonato no CBEU. O ano praticamente acabou para o TFT, então agora a equipe apenas aguarda as próximas atualizações e campeonatos, enquanto prepara seus atletas e também visa encontrar novos membros em 2021.


FIFA

André “Gonc” da Silva Gonçalves foi aprovado no curso de Sistemas de Informação em 2018. O primeiro evento da faculdade no qual compareceu não foi nenhuma festa, nem a matrícula no curso, mas sim a seletiva de Fifa da Griffins, na qual foi um dos dois primeiros selecionados para a modalidade.
Gonc sempre gostou do jogo, mas nunca havia competido de forma séria, e nem conhecia de verdade a quantidade de oportunidades que o jogo traz ao jogador de alto nível. Na faculdade, ele teve oportunidades de participar em campeonatos presenciais, conhecer jogadores famosos e formar a sua rede de contatos no jogo, que já lhe rendeu até oportunidades de emprego. Por exemplo, quando seu console foi perdido num incêndio, ele toda semana jogava campeonatos pequenos no console emprestado de um amigo, e apenas disso conseguiu comprar um PS4 novo e sempre ter a versão mais recente do jogo.
Dentro da Griffins, além de ter sido o primeiro atleta de Fifa, ele foi o único que permaneceu por mais de um ano até hoje, e também aquele que trouxe o primeiro título da organização, na Taça Universitária Paulista de Esports. Agora, ele e seus dois companheiros na modalidade se preparam para mais campeonatos, neste ano apenas à distância, e continuam treinando para aumentar o crescimento da modalidade, do time e de cada um como atleta.


Counter Strike: Global Offensive

Matheus “Mathesu” Leu entrou para o time de CS:GO ainda em 2017, quando a Griffins era parte do curso de Sistemas de Informação. Na época, o elenco mal conseguia manter os mesmos cinco titulares de um campeonato para outro, e nunca estabeleceu treinos regulares. Na LUE (Liga Universitária de E-sports) em 2018, por exemplo, Mathesu foi apenas para torcer pelo time, apesar de estar inscrito por precaução, e imprevistos fizeram com que ele jogasse no torneio, numa formação inédita da equipe.
A todo momento o estilo de jogo da equipe mudava, e corrigir isso foi uma das metas de Mathesu ao se tornar diretor da modalidade em 2019. A situação da equipe se estabilizou de verdade em 2020, com a entrada de novos jogadores na seletiva e regularidade no elenco. Com a formação definida, o time ficou entre os oito melhores de tudo que disputou no primeiro semestre, tendo inclusive sido campeão da modalidade no Intercomp 2020.
Um fator importante do elenco é como os jogadores se entendem e levam tudo na amizade, nunca tendo medo de apontar os erros dos colegas e também aceitando as críticas, características que levam qualquer time a crescer muito com o tempo. Ainda hoje há dificuldade de se marcar treinos, porque boa parte da equipe trabalha durante a semana, e os finais de semana costumam ter campeonatos. Essa acaba sendo a sina de times universitários, sempre tendo que conciliar os treinos e competições com os objetivos primários de graduação e trabalho.
Valorant

Guilherme “GuilherHS” Henrique dos Santos, também do curso de Sistemas de Informação, entrou na Griffins no final de 2018, sendo reserva do então time de Rainbow 6, porém teve poucas participações na modalidade. Quando a equipe se encerrou por falta de interesse dos jogadores e da organização, Guilherme mudou para o Overwatch, no qual foi diretor, chegou a semifinais de campeonatos estaduais, e também viu a modalidade ser encerrada pelos mesmos motivos.
O Valorant, por outro lado, parece traçar um caminho diferente. O time foi formado para competir na Taça Júpiterweb, em 2020, na qual chegaram de novo à semifinal. Jogaram também outro campeonato neste ano, e deram uma pequena pausa devido ao momento no semestre letivo. Com a volta dos treinos, o time pretende criar regularidade, melhorar a sinergia entre os membros e possivelmente encontrar novos talentos para o ano de 2021.
Contando com elencos titular e reserva completos na Griffins, há uma grande expectativa de crescimento para o FPS da Riot Games, empresa responsável pela estabilidade do League of Legends, e que agora investe nesse gênero tão descentralizado. Os torneios First Strike são apenas o começo de um cenário que pode se tornar um dos maiores dos games, tanto no profissional quanto no universitário. 2020 fez com que todos os “Inters” de faculdades adotassem esportes eletrônicos, e há uma janela perfeita para o Valorant.
Fall Guys

Outra modalidade de GuilherHS na Taça Júpiterweb 2020 foi o Fall Guys. O jogo, mais voltado para diversão casual do que campeonatos, reuniu 12 jogadores de diversas modalidades da Griffins para a formação de uma equipe. Essa característica de descontração fez com que boa parte da organização o jogasse em seu tempo livre, para relaxar e dar muitas risadas em grupo. E depois de uma seleção interna dos melhores jogadores das “Olimpíadas do Faustão Online” surgiu o elenco que foi o primeiro campeão universitário de Fall Guys.
Hearthstone / Legends of Runeterra

Card Games em geral possuem as suas diferenças, mas alguns jogadores estão dispostos a entender e jogar competitivamente todos eles. Vinícius Yudi Nakamura entrou no curso de Sistemas de Informação em 2018, e logo encontrou a organização. Por já ter tido experiência com Magic The Gathering, Yu-Gi-Oh, Hearthstone e diversos outros jogos de cartas, Yudi é o principal representante da Griffins para qualquer Card Game. Atualmente tendo Hearthstone e Legends of Runeterra como os mais comuns, o primeiro é recorrente nas competições, enquanto o segundo só aconteceu uma vez no universitário, na Lue, que basicamente teve de inventar as regras para sua competição já que ainda não ocorreram grandes campeonatos mundiais.
Hearthstone tem dominado o cenário de forma incontestável nos últimos anos, com seu sistema de expansões e cartas que só valem por 2 anos, sempre renovando o jogo. Porém o Card Game da Riot Games vem com o típico balanceamento a cada duas semanas da empresa, e promete ser um grande competidor no mercado. Para os jogadores, Legends of Runeterra é o que requer menos investimento, mas ambos sofrem do mesmo problema crítico do gênero: público. Card Games são populares e provavelmente durarão para sempre, mas atendem a um nicho específico de jogadores que pouco aumenta com o tempo.
Clash Royale

Marcos “LordMarcos” Vinícius Santos Lordelo é aluno do curso de biotecnologia, assim como a maior parte do time de Clash Royale. Quando entrou na faculdade, em 2019, viu no Facebook o anúncio da seletiva, e logo se inscreveu para a equipe. Desde o seu primeiro semestre ele já conseguiu se destacar no cenário, pegando pódio em dois campeonatos e se classificando para o presencial da Lue daquele ano. No tempo das aulas presenciais, era muito difícil para o time conseguir treinar em dias de semana, porém sempre faziam um esforço extra quando um campeonato se aproximava.
Em 2020, Marcos se tornou diretor da modalidade. Com as adaptações à quarentena, os eventos presenciais fazem muita falta para o ânimo da equipe, e o time como um todo caiu de rendimento no começo do ano. A eventual entrada de novos jogadores deu uma nova vida ao time, que no segundo semestre conseguiu a terceira colocação no Cbue. A expectativa para a modalidade é que os campeonatos cada vez mais priorizem o formato em equipes ao invés do individual, mas o Clash Royale como um todo não parece ter um bom futuro pela frente, com os jogadores já pensando em para onde migrar com o eventual fim da modalidade.
Heavy Metal Machines

Leonardo “Soriegadão” Biazucci, aluno de Sistemas de Informação, recebeu no meio de 2019 o convite para jogar um jogo diferente e inusitado. Desde a primeira vista, Heavy Metal Machines pareceu um game interessante, um MOBA de carros que estava atrás de times para patrocinar uma liga universitária. Depois daquele semestre, Sorie tomou gosto pelo jogo, se tornou o diretor e capitão da equipe, e foi atrás de mais jogadores.
Infelizmente, há um número baixo de players, e dependendo dos horários o time precisava treinar contra BOTs para conseguir jogar. A comunidade que já estava no jogo, entretanto, é bastante unida e receptiva, e a equipe encontrou jogadores de alto nível para mentorear o time e prepara-los para torneios. Apesar do campeonato universitário ter acabado, a experiência competitiva foi muito saudável e produtiva para Sorie, que viu como é ser um atleta, e também um Líder.
Além de HMM, Sorie também lidera o time de Rocket League da Griffins, porém este é sazonal, tendo como única competição no ano a Taça Júpiterweb. Por fim, Sorie também é jogador de League of Legends, e integra o time B da modalidade, com o qual mais passa tempo atualmente.
Presidência e futuro
Marcel Athilla Munhoz de Assis Ramos entrou na USP em 2017, no curso de Sistemas de Informação. Durante seu primeiro ano de faculdade, ele fez parte também da categoria de base de League of Legends (LOL) da equipe profissional da CNB, sendo um dos escolhidos da peneira “preparando campeões”. Com muito esforço, conseguiu conciliar as aulas com os treinos, até que resolveu sair do time no segundo semestre. Após se desligar da CNB, Marcel encontrou em uma partida online um jogador com a tag “Each Griffins” e foi procurar nas redes sociais o que era essa equipe com o nome de sua faculdade.
Depois de fazer contato via Facebook, Marcel conheceu o ainda pequeno time de LOL que representava a USP Leste, e entrou para o elenco B da equipe, na época chamado de Griffins Black, junto de outros que ingressaram naquele ano. Em seu primeiro campeonato, a equipe se encontrou com a Griffins Purple, o então elenco titular da faculdade, numa partida de mata-mata que deveria acabar com uma vitória fácil para os titulares. Entretanto, a partida foi bastante disputada, e a Griffins Black surpreendeu levando a vitória. Após essa partida, os dois elencos se uniram e formaram um único time que se manteve por alguns anos, do qual Marcel ficou encarregado de ser o primeiro técnico.
Nos anos de 2018 e 2019 a equipe teve poucas mudanças em sua escalação. Nesses anos, Marcel teve a sua primeira experiência competindo presencialmente na LUE 2018, em São Paulo, campeonato esse que se repetiu no ano seguinte, dessa vez em outro estado. Devido a imprevistos acadêmicos, o técnico teve de colocar as mãos no teclado e jogar pela equipe nos dois campeonatos. Apesar de nunca sair com a taça, as colocações nos campeonatos foram satisfatórias, sempre perdendo para equipes finalistas. A partida de 2019 foi ainda mais especial por ter sido o seu reencontro com um antigo técnico, da época da CNB.
A experiência como coach reviveu em Marcel uma sensação antiga, de ser um mentor para um grupo, e o ajudou a relembrar de sua antiga vocação para o ensino. Antes da faculdade, ele sempre foi aquele que ajudava os amigos nas vésperas de prova, passando as matérias para todos, e graças a seu tempo na equipe percebeu que quer dar aulas.
O ano de 2020 foi de muita reformulação na equipe de Lol, mesmo antes do começo da pandemia. Três dos antigos titulares tiveram de sair da Griffins, devido ao fim de seus cursos, e foi feita uma grande peneira que trouxe novos jogadores e comissão técnica ao elenco. Infelizmente não aconteceu nenhum campeonato presencial no ano, que foi sempre um dos pontos altos dos anos anteriores, fato que trouxe bastante tristeza a Marcel, que assumiu o posto de diretor da equipe. E como diretor, seu último ato antes de ir para a presidência foi mais uma reformulação, que trouxe o novo formato ao Lol que falamos anteriormente.
Agora como presidente, Marcel tem uma visão maior para a Griffins. Ele sempre esteve ao lado de Igor quando o time cresceu, e agora é o encarregado de administrar todas as modalidades, coordenar as divulgações, eventos e até produtos do time. “Cada um vive a faculdade de seu jeito, uns tocam, outros fazem trabalhos, e nós jogamos, nós representamos a faculdade. A Griffins para mim é uma família, eu cresci junto com os meus irmãos do Lol misto, e o Igor sempre foi o meu Paizão que me ensinou tudo”. Hoje, a Griffins tem mais de 100 membros, que a todo momento se ajudam nos estudos, se juntam para jogar Among Us, e representam a USP Leste nos Esportes Eletrônicos.

Abaixo, o time reunido na Lue em 2018 e 2019


