Na primeira sexta-feira (2) de outubro, a Riot Games anunciou quais foram as 10 equipes selecionadas para participar do modelo de franquias, que tem seu início marcado para o 1° Split de 2021. Dentre essas equipes, tivemos algumas surpresas, como a ausência de Vivo Keyd, Santos e Havan Liberty, e a presença de Rensga e Cruzeiro. A princípio, essas escolhas podem parecer estranhas para o grande público, mas fazem todo o sentido quando analisadas por um olhar além do dinheiro e da história.
Como estudante de marketing, tenho que perceber que uma empresa do tamanho da Riot não faz suas escolhas baseada apenas em dinheiro vivo e imediato. Sendo parte de um grupo financeiramente estável e com planos para o longo prazo, a empresa procura hoje aumentar sua base de seguidores e manter uma imagem positiva. Com isso em mente, vamos analisar as escolhas feitas pela Riot Games para as Franquias.
(Aviso: o autor deste texto não possui nenhuma informação interna das escolhas da Riot Games ou das equipes, todo o texto é composto por informações de domínio público somadas a estudos de outros mercados, que não necessariamente foram parte do processo de decisão das franquias)
Vamos começar pelas que jamais poderiam faltar. INTZ, paiN Gaming e Kabum somam juntas 11 conquistas de CBLOL e possuem os nomes mais tradicionais e vitoriosos do League of Legends brasileiro. Com diversos fãs fiéis às suas camisas, que podem comumente ser encontrados discutindo em grupos de Facebook sobre qual dos três teve a melhor campanha internacional, essas equipes eram as maiores certezas para o sistema.
Free Fire é um jogo que, embora criticado por muitos, possui um público empolgado e inexplorado pela Riot. Devido às suas características democráticas de baixa necessidade de hardwares potentes, o jogo é o mais popular do Brasil, e a entrada de uma de suas maiores organizações, a Loud, é com certeza uma ótima jogada para a Riot e para o próprio CBLOL. Para dar uma noção do tamanho dessa comunidade, a influenciadora Thaiga triplicou sua quantidade de seguidores ao apenas entrar para a organização.
Além do esporte eletrônico, o Brasil é considerado o país do futebol. Ao final do segundo Split de 2020, tínhamos Flamengo e Santos como os representantes do esporte no League. O primeiro é o clube de maior torcida no país, e que já vimos que foi capaz de movimentar toda a comunidade e também trazer diversos novos seguidores, com um potencial que ainda não foi totalmente explorado.
Já o time paulista, apesar de muito relevante historicamente, não possuí uma torcida tão fanática ou numerosa, e embora tenha também atraído torcedores para o esporte eletrônico, provavelmente não tem muito mais a oferecer ao Esport (sem falar nos problemas administrativos que vieram à tona sobre pagamentos de salário e regularizações de jogadores).
Nesse espaço entra o Cruzeiro, clube que, embora esteja passando por dificuldades financeiras, jurídicas e esportivas no futebol, é uma marca grande que ainda pode trazer um novo público ao Lol. E aos preocupados com as questões administrativas, o time é gerido por uma terceirizada, que não tem relação com a queda de desempenho da equipe de futebol.
Ainda não falei das quatro vagas restantes, mas já passamos dos 3 mil caracteres. Amanhã sai a segunda parte deste texto, com a análise sobre Red Canids, Rensga, Furia e a nova Falkol Prodigy.
