Foto: Reprodução

Então, agora você está tão interessado(a) em ser um jogador profissional de e-sports que já está até de malas prontas para morar em uma gaming house? Se a resposta for sim, eu lhe dou os parabéns.

Hoje vamos tentar explicar para vocês como funciona essa tal de gaming house (também falaremos um pouquinho do modelo de gaming office) e quais são as atividades que ocorrem dentro dessas instaurações.

Não perde tempo e vem com a gente:

O que é uma gaming house?

Se você é entusiasta do e-sports, já tá ligado na resposta. Mas para você que está chegando agora, daremos uma breve explicação. Uma gaming house (popularmente conhecida como GH), nada mais é do que um centro de treinamento próprio para cyber atletas.

Ou seja, basicamente é uma instauração onde grandes organizações de e-sports hospedam as suas equipes das mais diversas modalidades.

Não se tem um registro de quando esse modelo surgiu e muito menos um local específico, mas é possível afirmar que as primeiras gaming houses surgiram na Coréia em meados de 1999, devido a grande cena competitiva que estava sendo criada em volta do jogo StarCraft: Brood War.

O que acontece dentro de uma gaming house?

Algumas coisas você já pode deduzir, como blocos de treinos (esses que variam de 8 a 10 horas no total). E reuniões, muitas reuniões.

Os jogadores, treinadores e analistas costumam se reunir de acordo com a necessidade do momento, tanto para revisar um treino ou em alguns casos as reuniões servem apenas para dialogar (caso o time esteja em má fase em algum torneio por exemplo).

O importante é que as reuniões sempre aconteçam, entre comissão técnica, staff e jogadores para discutir estratégias, analisar jogadas e táticas individuais, tudo em prol do time. Isso não difere muito da rotina de esportes mais tradicionais.

Lembrando, as estratégias sempre variam e diferem dependo do jogo que a equipe disputa.

Gaming House da Gen. G é referência mundial nos e-sports. Foto: Divulgação INVEN

Vivência e infraestrutura

Mas, além dos treinos, os jogadores vivem na gaming house (isso mesmo, vivem para jogar), portanto, se uma organização quiser apostar nisso, será necessário investimento e infraestrutura de ponta.

Além dos equipamentos de trabalho, como computadores e periféricos, também é necessário bons quartos e salas de descanso, um ambiente climatizado com ar condicionado (ou aquecedor dependendo da localidade), cozinha com alimentos variados e áreas de lazer.

“Áreas de lazer, mas esses caras não jogam o dia inteiro?”

Acredite, pode não parecer, mas trabalhar oito horas diárias no mesmo jogo se torna cansativo ao final do dia, por isso outras opções de lazer como mesas de ping-pong, sinuca, basquete e outros atrativos sempre ajudam o atleta a se distrair e esfriar a cabeça.

Junto com essa infraestrutura, é preciso bons profissionais para trabalharem no desenvolvimento dos jogadores. Além de uma boa comissão técnica, a maioria das equipes inclusive, possui profissionais auxiliares como nutricionistas, fisioterapeutas e psicólogos, profissões essas que desde os tempos mais primórdios estão sempre correlacionados com modalidades esportivas.

E qual a diferença da gaming house e do gaming office?

As mesmas atividades ocorrem dentro de ambos os modelos, o que difere um do outro é justamente a diferença entre casa (house) e escritório (office). No modelo de gaming office, os atletas virtuais utilizam o espaço da mesma forma que um jogador de futebol utiliza uma quadra ou campo, é um espaço exclusivo para treinos.

Ou seja, diferente da gaming house, no modelo office os jogadores não vivem no local, apenas possuem uma carga horária diária e retornam para os seus lares após o expediente.

Atualmente a maioria dos times inovou e geralmente possuem no mesmo prédio tanto a opção de gaming house quanto gaming office, algo flexibilizado que ajuda principalmente os atletas, dando a eles uma opção de sua preferência.

Se você curtiu o texto ou acha que esquecemos algum detalhe muito importante sobre as gaming houses/offices deixa aí nos comentários.