Foto: Edson Pegrussi Jr.
Senhoras e senhores, preparem-se para uma viagem no tempo. Hoje, é dia de relembrar aquela época boa da década de 1990, onde os Fighting Games (jogos de luta), estavam no seu verdadeiro auge.
Época das locadoras, das fichas, das máquinas de arcade, dos desafios entre amigos, entre outras doces lembranças. Nomes como Mortal Kombat, Street Fighter, Marvel x Capcom, The King of Fighters e Tekken relembram bem como foi aquele período.
Entre os títulos citados, todos são jogos de sucesso que se fazem presentes até hoje com lançamentos atuais. E hoje, vamos falar um pouquinho de Street Fighter 5 e sua cena competitiva.
Para isso, nós conversamos com Juliano Rocha, paulistano de 25 anos apaixonado por Street Fighter. Ele que já rodou o brasil na disputa de campeonatos nacionais e internacionais, compartilhou com o All e-sports algumas de suas vivências com o jogo.
Infância e gosto pelo Street Fighter
Natural da capital São Paulo, nos primeiros anos de sua vida, Juliano já tomou gosto pelos videogames. Quando exatamente foi seu primeiro contato com os games é realmente difícil de puxar na memória, mas uma coisa é certa, o Street Fighter sempre foi uma influência.
“Videogame é uma paixão minha desde pequeno e Street Fighter sempre foi um dos meus jogos prediletos. Comecei a jogar com uns sete anos de idade o Street Fighter 2 do Super Nintendo. Não só no console, mas também tive boas experiências com as máquinas de fliperamas. Quando tive a felicidade de ganhar um PlayStation dos meus pais, eu jogava bastante o Street Fighter Alpha, quanto mais eu jogava mais eu me interessava pelo jogo”.
Treta Championship
E é claro, foi questão de tempo até se destacar profissionalmente dentro do jogo. Após o lançamento do Street Fighter 5 em 2016, não demorou muito para que Juliano começasse a ter destaque dentro das filas ranqueadas do jogo. Com isso, desde 2018 o jogador integra o time da Top Players Team, onde disputou o Treta Championship (em 2018 e 2019) defendendo o escudo da equipe.
Pra você que não sabe a gente da uma resumida pra você, o Treta Championship é o maior torneio de jogos de luta da América Latina, realizado desde 2010 em Curitiba, é um evento de nome que recebe jogadores de todo o continente.
“A paixão pelo gênero e a familiaridade com a franquia fez com que eu despertasse o interesse em competir, até que eu resolvi me arriscar no Street Fighter 5. Além da jogabilidade, o jogo sempre me proporcionou diversão. Eu tive bons resultados como jogador competitivo, tanto online quanto presencial. Entre eles, consegui ficar em 13° lugar entre 140 competidores no Treta Championship 2018. Em 2019 fui eliminado na “Pool” (fase preliminar), mas acredito que ainda posso melhorar cada vez mais e conquistar bons resultados. O nível de jogo dos competidores evoluiu bastante, eu também melhorei muito”.

Fighting Games e e-sports
Street Fighter é e-sport? A resposta é óbvia, Sim. Um jogador de Street Fighter possui as mesmas chances de se suceder assim como um jogador de League of Legends ou Counter-Strike? A resposta também é óbvia, infelizmente não.
Mas existe um porque para isso. Querendo ou não, os jogos de MOBA e FPS sempre estiveram mais presente como e-sports do que os Fighting Games. Não só pela competitividade, mas também pela popularidade que é envolvida. Não estamos dizendo que a cena dos Fighting Games não é popular, ela é sim, e muito. Porém para um investidor ou empresário, é muito mais rentável investir numa organização onde os jogadores estejam competindo em um jogo mais popular, vemos muito isso no LoL em específico.
Juliano crava que as oportunidades realmente não são as mesmas, mas afirma que isso pode mudar um dia, caso alguma outra grande marca resolva investir nos jogos de luta.
“É muito legal fazer parte da cena de Fighting Games. O único problema é que a cena de jogos de luta é pequena se comparada com LoL, CS, Fortnite, Rocket League, Overwatch e outros. Devido a isso, é difícil jogar profissionalmente, pela falta de investimento das empresas no cenário de jogos de luta. É compreensível, porque como ainda é um cenário pequeno, infelizmente ele não dá o devido retorno para os investidores. Recentemente a Riot Games (criadora do League of Legends) anunciou que está trabalhando em um jogo de luta, acredito que investimentos como esse é o que pode ajudar no crescimento do cenário competitivo de Fighting Games.
Desejos no futuro

Assim como todos, Juliano tem sim seus planos e sonhos para o futuro. Ao ser questionado sobre isso, o jogador que atualmente trabalha como auxiliar administrativo, em tom bem-humorado não hesitou em dizer qual é o seu principal sonho.
“Meu sonho é um dia poder viver daquilo que gosto de fazer, ou seja, dos Fighting games. Sem dúvidas é minha área predileta”. Para acompanhar parte da rotina de Juliano e também do Top Players Team, basta clicar aqui.

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